segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FOREHAND - Fase 1 _ 1.4 Antecipar a Preparação



Após a leitura da bola, além de executar o “loop” abreviado (próximo à altura dos ombros), é necessário que o tenista realize a preparação o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tenista realizar este movimento, mais tempo terá para executar a próxima fase do golpe: o apoio. Uma das maneiras de monitorar essa antecipação, é verificar se o “loop” foi finalizado quando a bola tocou na quadra.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FOREHAND - Fase 1 _ 1.3 Executar o “loop” com a cabeça da raquete na altura ou acima dos ombros



O termo “loop” pode ser entendido como o movimento realizado para conduzir a raquete para trás. Se este movimento for realizado com a ponta da cabeça da raquete próxima ou acima da linha dos ombros, a trajetória será mais curta, e portanto mais rápida. Com essa trajetória abreviada, o tenista terá mais tempo para executar os próximos movimentos do golpe: passos de ajuste, flexão do joelhos, aceleração da raquete, entre outras.

             

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FOREHAND - Fase 1 _ 1.2 Utilização da técnica "unit turn"


A técnica “unit turn” consiste em fazer os três movimentos básicos da preparação do golpe em apenas um tempo.
Esses três movimentos são:
1.condução da cabeça da raquete para trás;
2.rotação do quadril para trás; e
3.flexão dos joelhos.

Essa técnica foi desenvolvida como adaptação ao tênis moderno - mais rápido – e que exigiu uma preparação mais rápida. A técnica utilizada anteriormente se chamava “multisegmentar turn”, onde o tenista também realizava estes três movimentos, porém, um de cada vez.

Quanto mais cedo você finalizar a preparação do golpe, mais tempo vai sobrar para fazer os ajustes de posicionamento antes de bater na bola.


Perceba nas fotos abaixo, que na técnica “unit turn”, não é o ombro que conduz a raquete para trás, e sim o quadril.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

FOREHAND - Fase 1 _ 1.1 Empunhadura







A empunhadura mais adequada e também mais utilizada pelos profissionais é a semi-western. Esta empunhadura é um meio termo entre a eastern e a western. Portanto, sua principal característica é a versatilidade: o tenista consegue golpear uma bola mais plana (flat) (vantagem da eastern) e também consegue golpear uma bola com topspin (vantagem da western).


Vantagens e Desvantagens de cada Empunhadura

Eastern
Vantagens:
• ótima empunhadura para aprender o forehand;
• facilita os golpes de ataque, mais planos;
• rápida mudança para outras empunhaduras como a continental.
Desvantagens:
• dificulta golpear bolas altas;
• difícil para sustentar longas trocas de bola (maior risco).


Semi-western
Vantagens:
• versatilidade: permite imprimir topspin à bola em trocas de bola e também executar uma bola mais plana para um winner, por exemplo.
Desvantagens:
• pode ser complicado para golpear bolas muito baixas;
• exige uma considerável mudança para a empunhadura continental.


Western
Vantagens:

• permite gerar muito topspin;
• permite golpear bolas altas.
Desvantagens:
• grande dificuldade para golpear bolas baixas;
• demanda a geração de altas velocidades da raquete e severas ações do antebraço e punho.



Área de Contato


Estudo Científico

Um estudo de ELLIOTT (2003) mensurou o ângulo da raquete durante a fase de forward swing (logo antes do impacto). Os seguintes dados foram encontrados: 
• Flat: entre 25 a 30º;
• Topspin: entre 35 a 45º;
• Lob Topspin: entre 50 a 70º.

Na prática, isso significa que quanto mais o tenista quer gerar topspin, mais ele deve “fechar” a cabeça da raquete. Porém, quanto mais “fechada” a cabeça da raquete, menor a área de contato com a bola, aumentando assim sua chance de errar o golpe.


Empunhaduras utilizadas pelos tenistas TOP 10 – Julho 2014 




Mito ou Verdade?

É verdade que Rafael Nadal utiliza uma Western no golpe de forehand?


Pelo fato de imprimir muito topspin à bola, muitas pessoas acham que o tenista Rafael Nadal utiliza a empunhadura western no forehand. 


Mito. Na verdade, ele utiliza uma empunhadura semi-western. A linha azul mostrada abaixo, representa a empunhadura western. Repare que a falange proximal do dedo indicador (ponto que tomamos como base para caracterizar a empunhadura) se posiciona acima desta linha azul, revelando portanto uma semi-western.




Estudo de Caso



Uma importante vantagem da empunhadura semi-western em detrimento da western é a possibilidade de realizar o contato raquete-bola mais à frente do corpo. Perceba nas fotos ao lado, através da sobreposição, a diferença entre as distâncias de contato. 



1a Instrução da Série TÊNIS, CIÊNCIA & TECNOLOGIA


FOREHAND


Introdução

•  É o golpe mais utilizado durante um jogo de tênis;
•  A execução perfeita de um forehand tem sido controversa nos últimos anos (Knudson e Blackwell, 2000);
•  A técnica do forehand, assim como a de outros golpes no tênis, vem sofrendo evidentes mudanças nas últimas duas décadas;
•  Essas mudanças foram causadas, bascamente, por três fatores:

1) evolução das raquetes;
2) melhora no preparo físico dos tenistas; e
3) aumento da velocidade do jogo.




Para entendermos um pouco mais sobre o FOREHAND, serão 
apresentados 25 itens descritivos, divididos em 6 Fases:


Fase 1 // Preparação ou Backswing - fase onde o tenista conduz a raquete para trás, através da rotação do quadril.

1.1 - Empunhadura
1.2 - Utilizar a técnica “unit-turn
1.3 - Iniciar o “loop” com a cabeça da raquete na altura dos ombros
1.4 - Antecipar a preparação
1.5 - Finalizar o “loop” com a cabeça da raquete na altura dos ombros
1.6 - Amplitude do “loop

Fase 2 // Posicionamento e Apoio (Stance) - após conduzir a raquete para trás, o tenista se movimenta em direção à bola, buscando uma posição para realizar o apoio adequado com os pés.

2.1 – Braço não-dominante à frente do corpo
2.2 – Passos de ajuste
2.3 – Apoio: eixo ombro/joelho/pé
2.4 – Base larga
2.5 – Flexão dos joelhos

Fase 3 // Aceleração ou Forward Swing - fase onde o tenista conduz a raquete para frente, em direção à bola.

3.1 – Rotação do quadril p/ frente com auxílio do braço não-dominante
3.2 – Descida da cabeça da raquete
3.3 – Extensão dos joelhos
3.4 – Estabilização do punho
3.5 – Pronação do antebraço dominante

Fase 4 // Contato - instante onde as cordas da raquete atingem a bola.

4.1 – Contato à frente do corpo
4.2 – Face da raquete “fechada”, “aberta” ou “plana”
4.3 – Altura de contato
4.4 – Força adequada de preensão da mão
4.5 – Olhos fixos no ponto de contato

Fase 5 // Terminação ou Follow-through - fase de terminação do golpe, também conhecida como fase pós-impacto. A raquete continua sendo conduzida para frente, em direção ao alvo escolhido pelo tenista.

5.1 – Trajetória da cabeça da raquete
5.2 – Mão não-dominante ao lado não-dominante do corpo

Fase 6 // Recuperação - fase onde o tenista retorna ao centro da quadra, com a intenção de ficar pronto para a próxima bola.

6.1 – Ombro dominante voltado para a rede
6.2 – Utilização de um passo curto e rápido para iniciar a recuperação