quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Críticas e Posicionamentos...

     Poderia escrever o último post do ano desejando Boas Festas e um excelente 2011 para todos vocês. Porém, além disso, prefiro registrar algumas críticas e posicionar-me em relação ao Tênis Brasileiro.

  Poderia também contentar-me apenas com as conquistas Profissionais que obtive nos últimos 5 anos: treinei 10 tenistas infanto-juvenis entre os 10 melhores do Brasil, fui Treinador da melhor tenista profissional em 2006/2007, atuei como técnico em Torneios de Grand Slam, entre outras. Por outro lado, tenho a consciência de que o Tênis Brasileiro, em um universo macro, passa por um período de dificuldades. Penso que alguns fatores contribuem para este cenário: desentendimentos entre órgãos oficiais, perda de espaço físico para empreendimentos imobiliários nas grandes capitais, ausência de um ídolo, postura centralizadora e egocêntrica de grande parte dos Treinadores, falta de um Método de Ensino (Escola Brasileira de Tênis ?!?), entre outros fatores patológicos. Para equilibrar um pouco esta conta negativa, temos: surgimento de Thomaz Bellucci como Top 30, Cursos de Capacitação de Treinadores (criados por César Kist e Eduardo Eche), aumento dos Torneios Profissionais no Brasil, fomento da Lei do Incentivo ao Esporte, alguns Projetos Sociais, entre outros poucos acontecimentos.      

Após 20 anos de dedicação integral ao Tênis, permito-me colocar em discussão alguns fatos que, em menor ou maior grau, julgo contribuir para este estado de estagnação (“steady state”) que nosso Tênis atravessa.  

     Há poucos meses, Thomaz Bellucci foi execrado ao emitir sua opinião sobre os técnicos brasileiros. Talvez tenha se expressado mal, é fato. Logo no dia seguinte às notícias, recebi um e-mail do Bellucci, esclarecendo que sua crítica foi direcionada aos técnicos especializados em altíssimo rendimento, realmente raros aqui no Brasil. Na verdade, ele quis dizer que não tínhamos técnicos com capacidade de treinar um Top 30 e colocá-lo entre os 5 melhores do mundo. O que achei engraçado: muitos dos que criticaram, não fazem parte desta categoria de técnicos, trabalham com tenistas em formação. Só me restou concluir que a famosa “carapuça serviu”. E ainda... a maior prova de que Bellucci foi coerente: não temos filas de tenistas estrangeiros em busca de técnicos brasileiros.

Portanto, penso que devemos ser mais humildes e: estudar mais, participar de mais Cursos e Congressos, aprender novos métodos, viajar para ganhar experiência... Sendo assim, aqui vai meu recado para estes treinadores: se quiserem conquistar um lugar ao Sol sem estudar e trabalhar, mude de profissão!! 

Por fim, desejo que 2011 seja um ano onde o Tênis Brasileiro receba mais benefícios para equilibrar esta “conta”, e assim conquiste um lugar de maior destaque no cenário mundial. E para isso, espero que continuemos promovendo Torneios, que novos técnicos surjam com formação acadêmica e disposição, que os órgãos competentes executem suas funções, etc...

Para quem se sentiu ofendido, também sinta-se à vontade para me escrever: ludgerobraga@hotmail.com

Boas Festas e um 2011 de muito SUCESSO para todos vocês !!!