sábado, 3 de julho de 2010

Análise Biomecânica do Saque - Fase 2

     

Primeiramente é importante definirmos os termos que dão o nome à esta fase:

Pêndulo – é a trajetória descrita pela ponta da raquete. A Foto abaixo mostra esta trajetória.
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Mark Philippoussis

Toss - é o lançamento da bola.

A segunda fase da Análise Biomecânica do Saque consiste basicamente na descrição dos movimentos dos braços. Vamos discutir o movimento de ambos os braços: dominante (braço que segura a raquete) e não-dominante (braço que lança a bola). Também mostraremos a importância do movimento de pés durante esta fase - o "balanço" - mostrado na fase 1.

ROTAÇÃO DO QUADRIL DURANTE O TOSS - Existem basicamente 2 tipos de lançamento da bola (toss) quanto à utilização da rotação do quadril. O lançamento com rotação do quadril é chamado de "J invertido". Sua grande vantagem é permitir uma maior amplitude na rotação do quadril, que aumenta o momento angular, uma importante fonte de potência para o saque nas fases seguintes. O outro tipo de lançamento é chamado de toss em "I", onde o tenista praticamente não move o quadril nesta fase. Veja as Fotos e os Vídeos abaixo para entender a diferença entre os dois tipos de lançamento:

   Toss em "I"         Toss em "J invertido"




BOLA NAS PONTAS DOS DEDOS - Se o tenista executar o lançamento da bola com as pontas dos dedos, terá maior chance de controlá-la. Temos mais terminações nervosas nas pontas dos dedos, e consequentemente maior sensibilidade. Por isso os deficientes visuais utilizam esta região do dedo para lerem as escritas em Braille. Alguns tenistas realizam o lançamento com a bola posicionada na palma da mão, porém a tendência é lança-la para trás, o que não é recomendado.


Toss com as pontas dos dedos


Dica de Treino - Se você executa o toss com a bola na palma da mão e acha estranho utilizar as pontas dos dedos, faça o seguinte: inicie o saque com 2 bolas na mão, desta forma uma ficará na palma da sua mão e a outra nas pontas dos dedos. Treine até se acostumar.

COTOVELO ESTENDIDO - Outra importante dica para controlar o toss é realizá-lo com o cotovelo estendido. É o ombro que deve impulsionar a bola para cima. Se durante o toss houver uma flexão do cotovelo (como mostrado nas Fotos abaixo), o lançamento tende a sair para trás, prejudicando a transferência de força para frente (momento linear).

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EXECUÇÃO DO BALANÇO - Como vimos na fase anterior, o "balanço" consiste na transferência da concentração do peso de um pé para o outro, com o objetivo de melhorar o momento linear (força exercida para frente). Nesta fase do saque, o tenista deve executar a transferência de peso desde o pé da frente (pé esquerdo para os destros) até o pé de trás (pé direito para os destros), como mostra as duas primeiras Fotos abaixo: 
  
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Repare na segunda Foto, que a ponta do pé da frente perde o contato com a quadra. Isso sinaliza que o peso do corpo passou a se concentrar no pé de trás. Assim o tenista poderá gerar força para frente nas fases seguintes.  

AMPLITUDE DO PÊNDULO - Quanto maior a amplitude do pêndulo, maior será a distância em que a raquete poderá percorrer até a bola que foi lançada. Então, maior a chance do tenista em acelerar a raquete até esta bola, aumentando assim a velocidade instantânea em que a raquete atingirá a bola. A variável velocidade instantânea é muito importante para gerar potência no saque, porém não é a única. Isso explica porquê alguns tenistas conseguem sacar com bastante velocidade sem executar um pêndulo muito amplo. Provavelmente a resposta esteja na fisiologia muscular deste tenista. Exemplo: quantidade de fibras musculares de contração rápida, as chamadas fibras brancas. Veja abaixo (Fotos e Vídeos) a diferença entre um saque com pêndulo completo e com pêndulo reduzido: 

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Forte Abraço a todos... até a próxima!!!